Carta - Páscoa 2024
Santa Páscoa 2024 “Nosso Redentor ressuscitou dos mortos: cantemos hinos ao Senhor nosso Deus, Aleluia”   (Da liturgia) Queridos irmãos, com a chegada da Santa Páscoa, gostaria de chegar idealmente a cada um de... Czytaj więcej
Carta - Páscoa 2024
Santa Páscoa 2024 “Nosso Redentor ressuscitou dos mortos: cantemos hinos ao Senhor nosso Deus, Aleluia”   (Da liturgia) Queridos irmãos, com a chegada da Santa Páscoa, gostaria de chegar idealmente a cada um de... Czytaj więcej
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Henryk Przezdziecki

Henryk Przezdziecki

No sábado, 19 de setembro de 1846, uma "bela senhora" aparece a duas crianças, naturais de Corps, nos alpes franceses: Maximino Giraud, de onze anos, e Melânia Calvat, com quase quinze, que pastoreiam seus rebanhos numa pastagem alpina de La Salette, o monte Planeau, a 1.800 metros de altitude. No fundo de um valezinho, subitamente vêem um globo de fogo - "como se o sol tivesse caído lá". Dentro da deslumbrante luz distinguem uma senhora, sentada, cotovelos apoiados sobre os joelhos e o rosto escondido entre as mãos.
A bela senhora levanta-se e lhes diz em francês:

Vinde, meus filhos, não tenhais medo,
Aqui estou para vos contar uma grande novidade.

Dá alguns passos em direção a eles. Tanquilizados, Maximino e Melânia descem a ladeira: estão agora muito perto dela. A bela senhora não pára de chorar. É alta, e toda de luz. Está vestida como as senhoras da região: verstido longo, um grande avental sob medida, lenço cruzado e amarrado às costas, touca de camponesa. Uma corrente grande e achatada acompaha as bordas do lenço.
Outra corrente prende, sobre o peito, um grande crucifixo. Sob os braços da cruz, à esquerda do Cristo, um martelo; à direita, uma torquez. Do crucifixo emana toda a luz de que se compõe a aparição, luz que brilha em diadema sobre a fronte da bela senhora. Rosas coroam sua cabeça, orlam seu lenço, enfeitam seu calçado.

Eis o que a bela senhora diz aos dois pastores, primeiramente em francês:

Se meu povo não quer submeter-se,
sou forçada a deixar cair o braço de meu Filho.
É tão forte e tão pesado
que não posso mais segurá-lo.

Há quanto tempo sofro por vós!
Se quero que meu Filho não vos abandone,
sou incumbida de suplicá-lo sem cessar.
E quanto a vós, nem fazeis caso.

Por mais que rezeis, por mais que façais,
jamais podereis recompensar
a aflição que sofro por vós.

Dei-vos seis dias para trabalhar.
Reservei-me o sétimo,
e não mo querem conceder.
É isso que torna tão pesado o braço de meu Filho!
E também os carroceiros
não sabem jurar
sem usar o nome de meu Filho.
São essas as duas coisas
que tornam tão pesado o braço de meu Filho.

Se a colheita se estraga,
é só por vossa causa.
Eu vo-lo mostrei no ano passado
com as batatinhas:
Vós nem fizestes caso!
Ao contrário:
quando encontráveis batatinhas estragadas,
juráveis usando o nome de meu Filho.
Elas continuarão assim,
e neste ano, para o Natal, não haverá mais.

A palavra "batatinhas" deixa Melânia intrigada. No dialeto que é língua corrente na região, se diz "trufas". A pastora volta-se então para Maximino...mas a bela senhora se antecipa dizendo:

Não compreendeis, meus filhos?
Vou dizê-lo de outro modo.

E falando no dialeto de Corps, a bela senhora repete o que dizia a respeito da colheita, e prossegue:

Se tiverdes trigo, não se deve semeá-lo.
Tudo que semeardes será devorado pelos insetos,
e o que produzir se transformará em pó ao ser
malhado.

Virá uma grande fome.
Antes que a fome chegue,
as crianças menores de sete anos
serão acometidas de tremor e morrerão
nos braços das pessoas que as carregarem.
Os outros farão penitência pela fome.
As nozes caruncharão, as uvas apodrecerão.

Nesse ponto, a bela senhora confia um segredo a Maximino, e depois outro a Melânia. E prossegue seu discurso às crianças:

Se se converterem, as pedras e rochedos
se transformarão em montões de trigo,
e as batatinhas
serão semeadas nos roçados.
Fazeis bem vossa oração, meus filhos?

- "Não muito, Senhora!", confessam os dois pastores.

Ah! meus filhos, é preciso fazê-la bem, à noite e de manhã,
dizendo ao menos um Pai Nosso e uma Ave
Maria quando não puderdes fazer melhor.
Quando puderdes fazer melhor, dizei mais.

Durante o verão, só algumas mulheres de certa
idade vão à Missa.
os outros trabalham no domingo, durante todo
o verão.
Durante o inverno, quando não sabem o que
fazer, só vão à Missa para zombar da religião.
Durante a Quaresma vão ao açougue como cães.
Nunca vistes trigo estragado, meus filhos?

- "Não, Senhora!", respondem eles.

a bela senhora dirige-se então a Maximino:

Mas tu, meu filho, tu deves tê-lo visto
uma vez, em Coin, com teu pai.
O dono da roça disse a teu pai
que fosse ver seu trigo estragado.
E então, fostes ambos até lá,
apanhastes duas ou três espigas entre as mãos,
e, amarrotando-as, tudo caiu em pó.
Ao voltardes, quando não estáveis mais
do que a meia hora longe de Corps.
teu pai te deu um pedaço de pão
dizendo-te: "Toma, meu filho,
come pão ainda neste ano,
pois não sei quem dele comerá no ano próximo,
se o trigo continuar assim!"

- "Ah! sim, Senhora, responde Maximino, agora lembro. Há pouco não lembrava disso".
E a bela senhora conclui, não em dialeto, mas em francês:

Pois bem, meus filhos,
transmitireis isso a todo o meu povo.

Avança então, passa além do regato e, sem voltar-se insiste:

Vamos, meus filhos,
Transmiti isso a todo o meu povo.

A aparição galga uma ladeira sinousa que sobe em direção ao Collet (pequena garganta). Lá ela se eleva. As crianças dela se aproximam, Ela olha para o céu, depois para a terra. Voltada para o sudoeste, "ela se derrete na luz". E o clarão todo desaparece...

A 19 de setembro de 1851, depois de "exame exato e rigoroso" a respeito do evento, das testemunhas, do conteúdo da mensagem e de sua repercussão, Dom Philibert de Bruillard, Bispo de Grenoble, afirma, em pronunciamento doutrinal, que "a aparição da Virgem Santa a dois pastores, a 19 de setembro de 1846, sobre uma montanha da cadoia dos Alpes, situada na paróquia de La Salette,...traz em si mesma todas as características da verdade e que os fiéis têm razão em crê-la indubitável e certa".

A 1 de maio de 1852, em novo pronunciamento, depois de anunciar a construção de um Santuário sobre a montanha da aparição, o Bispo acrescentava: - "Por mais importante que seja a construção de um Santuário, há outra coisa mais importante ainda: são os ministros da Religião destinados a nele servir, a acolher os piedosos peregrinos, a lhes anunciar a palavra de Deus, a desempenhar em seu favor o ministério da reconciliação, a lhes ministrar o auguato sacramento de nossos altares, e a ser, para todos, OS DISPENSADORES FIÉIS DOS MISTÉRIOS DE DEUS e dos tesouros espirtuais da Igreja".

"Estes saccerdotes serão chamados Missionários de Nossa Senhora da Salette; sua criação e sua existência serão, bem como o próprio Santuário, uma perpétua lembrança da aparição misericordiosa de Maria".

Entre os sacerdotes que se impregnam do espírito da aparição, e se entregam ao serviço dos peregrimos, manifestam-se, desde o início, o apelo e a necessidade da vida religiosa. A 2 de fevereiro de 1858, seis dentre eles pronunciam os primeiros votos, segundo a regra provisória. Esta será adatada para os irmãos, em 1862: uns e outros formam uma só família religiosa. O primeiro Capítulo Geral, em 1876, elabora as Constituições e orienta a Congregação para o apostolado. O decreto "de louvor" (1879) e o decreto "de aprovação" (1890) situam o Instituto entre as congragações de direito pontifício. A Santa Sé aprova definitivamente as Constituições em 1926.

Enfin, nesses últimos anos, nossa família religiosa se entregou à tarefa de rever e atualizar suas Constituições e suas Normas Capitulares, segundo o espírito do Concílio Vaticano II e segundo as exortações e diretivas pontifícias para a renovação da vida religiosa no mundo de nosso tempo. Esse trabalho é fruto da oração e meditação, da fidelidade e experiência das comunidades e religiosos de todas as Províncias. Eis aqui então, as Constituições dos Missionários de Nossa Senhora da Salette e as Normas Capitulares. Elas são o instrumento pelo qual o Espírito, que anima a lgerja, nos chama, dia a dia, à prefeição da caridade no Cristo, ao serviço de todo o seu povo, para a glória do Pai.

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Conselho Geral

3 4 Przezdz H-001 6
p. Adilson Schio ms

Vigário Geral
Comissão para a formação
Comissão Econômica
Comissão para as Comunicações
Comissao para  Encontros varios 
p. Joseph G. Bachand ms

Conselheiro Geral
Comissão para a formação
Comissão Justiça e Paz

Comissão para as Comunicaçõe
 p. Henryk Przeździecki ms

Conselheiro Geral
Comissão Justiça e Paz
Secretário KEP
 
p. Efren Musngi ms

Conselheiro Geral
Reitor da Casa Geral
Responsável pelo Santuário
de  La Salette
Comissão Econômica

Administração Geral

  Belarmino   Alex

p. Belarmino Tchipundukwa ms

Secretario Geral
Comissão para as Comunicações

Procurador Junto da Santa Sé

p. Alex Valummel ms

Economo Geral
Comissão Econômica
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Fassini Atico Pe. Atico Fassini MS
A Aparição de Nossa Senhora em LA SALETTE, a 19 de setembro de 1846, é marcada pela Cruz do Senhor. Nela, Maria, a Mãe de Jesus, manifestase  omo a Mãe das Dores ao pé da Cruz de seu Filho. Com o Crucificado sobre seu Coração, chora por causa de seu Povo que continua crucificando Jesus. O povo de La Salette vivia uma situação humanamente desesperadora por causa da fome que levava à morte muitas pessoas na região. Situação  gualmente deplorável do ponto de vista moral e religioso, porque a  ndiferença, a descrença e a blasfêmia impregnavam seu clima de vida. As lágrimas de Maria, suas lamentações e a Cruz que traz sobre seu Coração revelam a dor que sente por seus filhos transviados do caminho do Senhor. Seu apelo para que vivam o espírito quaresmal de conversão é sinal de sua compaixão para com eles. Nossa Senhora, com paciente misericórdia, espera o retorno de seus filhos à casa do Pai. Seu apelo foi ouvido e suscitou a Reconciliação do Povo com seu Deus. A oração, a prática de vida cristã, e a penitência como caminho de conversão trouxeram vida nova para o povo de La Salette. A cruz do povo, por graça de Deus, deu lugar à sua ressurreição.
Se a Aparição da Salette é marcada pela Cruz do Senhor, ela também é fortemente sinalizada pela Luz da Ressurreição. A Aparição era feita de luz. Intensa luz que absorvia toda e qualquer sombra e envolvia de algum modo os videntes, Maximino e Melânia. A figura de Maria, suas vestimentas, suas atitudes e gestos transluziam a maravilhosa luminosidade do Reino da Ressurreição de Cristo. Suas lágrimas vertiam translúcidas de seus olhos e desciam ao solo, desfazendo-se sem tocá-lo, segundo o testemunho dos dois pastores agraciados. Tudo era luz. Misteriosa luz que brotava intensamente da Cruz do Senhor suspensa sobre o coração da Mãe das Dores. Nela o Cristo, Crucificado e Ressuscitado, refulgia como Luz do mundo. Cruz da dor e da morte, fruto do pecado humano. Cruz refulgente da Vida de Deus. Nela o Cristo se doa, livre e inteiramente, para o divino perdão da humanidade. Por ela a Vida ressurge na vitória sobre o pecado e a morte. Cruz e Ressurreição. Perdão e Vida. Mistério de fé. 

Nossa Senhora em La Salette quer envolver todo seu Povo nesse mistério da Páscoa como êxodo do reino do mal para o Reino de Deus. Seu apelo é de conversão como passagem do pecado e da morte para a vida e a graça em Deus. É o caminho quaresmal e pascal. Caminho feito de mudança de qualidade de vida pessoal à luz do Evangelho, na viva esperança de um mundo transformado por Cristo e em Cristo. Em sua Aparição, Nossa Senhora profetizou a realização de um mundo novo pela conversão a Cristo, ao afirmar:
"Se se converterem as pedras e rochedos serão transformados em montões de trigo..." Superabundância de trigo, símbolo do desejado mundo novo. A desgraça do mal não terá, então, mais lugar. A graça de Deus, na beleza da vida, ressurgirá do velho mundo feito de pecado. Será um mundo  econciliado com Deus e em Deus por Cristo. Salette é Mensagem carregada de esperança na Ressurreição. Esperança penitente, ativa, engajada na mudança de vida pessoal e comunitária, e na transformação da sociedade e do universo. Da penitência quaresmal a ser vivida nesse mundo se passará a viver da alegria pascal que a Cruz e a Ressurreição de Cristo farão surgir. Ao final da Aparição, Maria diz aos dois pastores: "Vamos, meus filhos...". Convida-os a caminharem com Ela montanha acima, para simbolizar o percurso de vida que Maria quer fazer com seu Povo na história, rumo ao encontro com Deus no Reino da Reconciliação. Pe. Atico Fassini MS
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A espiritualidade saletina e seus fundamentos
A experiência de Deus é o ponto de partida na caminhada da fé. Nossa Senhora, quando da aparição em La Salette, propõe um "remédio" para os males da sociedade. Ela deseja que a Reconciliação estenda seus ramos por toda parte. Assim, qualquer situação ou realidade, não importa em que lugar, diz respeito a cada membro da família saletina, pois esta verdade vem justamente do carisma que os identifica. Enquanto houver uma pessoa no mundo que esteja sofrendo, o saletino não pode descansar.

A reconciliação exige uma atitude concreta de solidariedade, a favor da justiça e da paz. Isto é, estar com os que sofrem para aquecer-lhes o coração com uma nova esperança. Reconciliar é acreditar que outro mundo seja possível.

A reconciliação é também atitude do coração que se concretiza naquilo que
construímos com as mãos. A humanidade vive em constante perplexidade. São muitas as transformações sociais, políticas, econômicas, culturais, científicas e tecnológicas. Nem todas voltadas para o bem, nem todas voltadas para a vida em plenitude. Com solidariedade, reconciliação e integração, acreditamos na vida, na fé e no amor. É urgente reconstruir a solidariedade e a paz.

As transformações no mundo atual deixam as pessoas em posições extremadas. A perplexidade é ainda maior se olharmos os graves problemas sociais que persistem e são agravados em consequência de séculos e séculos de desrespeito à vida e destruição da natureza com objetivos obscuros. No meio desta realidade temos que reafirmar a importância da reconciliação. Urge entender estes mecanismos que ameaçam a vida e
buscar soluções. Precisamos, com olhar crítico, entender o mundo de hoje para vislumbrar saídas e novas alternativas. A espiritualidade saletina é luz no nosso caminho. Se tivermos inabalável fé em Deus, Ele se servirá de nós para reconciliar o mundo.

Por isso é compromisso de todo Saletino:
Ser firme na. Deus quer que construamos a vida;
Ter esperança apesar de tudo. Devemos apostar nas lutas, nas causas, com alegria e entusiasmo, acreditando sempre que há um caminho;
Agir com caridade. Ser Igreja acolhedora e solidária, cada qual fazendo um
alegria e entusiasmo, acreditando sempre que há um caminho; pouco, pois cada gesto de reconciliação completa a ressurreição de Cristo.
A solidariedade reconciliadora é junção de fé, esperança e caridade, principalmente no serviço aos mais pobres e excluídos.
"Porque todo aquele que nasceu de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé." (1 Jo 5, 4)
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Nossa missão como congregação religiosa não é diferente daquela da Igreja, que se esforça para encarnar a missão de Jesus hoje: proclamar o Reino de Deus, de forma eficaz, testemunhando o amor salvífico de Deus e anunciando uma mensagem de esperança ao mundo. Neste aspecto cinco pontos podem ser mencionados:

1. Como Missionários Saletinos, não somos chamados para uma missão diferente daquela do Evangelho, mas a concentrar nossas vidas e nossas atividades como reconciliadores que acreditam que o mundo precisa urgentemente descobrir a esperança contida em nossa mensagem. Por isso fortalecemos nossa oração e nossa reflexão no evento de La Salette, a fim de permitir que este fato indique o nosso modo de vida e de ministério.

2. "Missão" é um termo mais amplo do que "ministério". Como Missionários Saletinos nos envolvemos em diversos ministérios. Comum a todos eles é o nosso forte apelo à conversão e à reconciliação, que ecoa o chamado de Nossa Senhora na sua aparição em La Salette.

3. Como membros de uma comunidade religiosa, percebemos que a nossa missão se expressa não só nas obras e ministeriais, mas também na maneira como vivemos como irmãos, na maneira como tratamos uns aos outros, na nossa forma de interagir com o povo de Deus e na maneira como nos relacionamos com a natureza - tudo isso recebe uma especial iluminação na mensagem de Nossa Senhora da Salette. Testemunho é, portanto, uma parte importante da nossa missão e nós procuramos não apenas pregar uma mensagem de reconciliação, mas expressá-la antes de tudo em nossa vida comunitária.

4. Uma área de crescente conscientização para nós é uma maior interação com os leigos. Nós os reconhecemos como parceiros na missão e assim os leigos não são simplesmente os "beneficiários" da mensagem que pregamos, mas irmãos na mesma missão. Muitos dos nossos colaboradores leigos
estão tão convencidos quanto nós da importância da mensagem da  reconciliação e assim eles também permitem que suas vidas sejam formadas pela espiritualidade, pelo carisma e pela missão de La Salette.

5. Sendo uma congregação internacional, temos presente em nossa missão as palavras finais da mensagem de Maria em La Salette: "Pois bem, meus filhos, transmitam isto a todo meu povo". Esta frase dá uma dimensão internacional à nossa missão. Embora estamos envolvidos em nossa própria
cultura e país, em termos de ministério, abrimos nossos corações para o que está acontecendo ao redor do mundo. Podemos ser chamados a trabalhar em um país que não o nosso, por isso a cultura e o ministério pode ser diferentes, mas a missão será sempre a mesma: Reconciliar.
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QUEM SÃO...
Leigos e Leigas Saletinos, são a porção do Povo de Deus, chamados a viver o Evangelho de Jesus Cristo, a divulgar o fato e a mensagem de Nossa Senhora da Salette, e convidados a aprofundar e viver a Espiritualidade Saletina, sendo cada qual uma fonte de amizade, união e esperança, com o compromisso maior de sermos um "elo" de conversão e reconciliação.
Chamados e enviados por Deus para ser um sinal de Jesus Cristo no mundo, os Leigos e Leigas Saletinos reconciliados em si mesmos, com os outros, com a natureza e com Deus, se tornam por sua vez, mediadores da Reconciliação ao anunciarem e testemunharem a misericórdia de Deus revelada em Jesus Cristo e por Maria em La Salette. (Fonte: Princípios Orientativos dos Leigos Saletinos do Brasil).
EM CERTA MANEIRA...
1) São pessoas reconciliadas e reconciliadoras.
- Sabem ver, julgar e agir. - Tem método de vida.
- Há neles, um grande coração. - Tem sentimentos.
- Vivem cotidianamente a experiência da fé. - Tem espiritualidade.
- São capazes de mudar de atitudes. - Tem decisão.
- Buscam juntar-se para mudar o mundo. - Tem um projeto de vida.
2) Formam a família saletina.
- Internacional, intercultural e não hierárquica. - Tem um rosto.
- Com compromisso eclesial e sacramental. - Tem participação.
- Abrem-se ao campo do possível e recusam o fatalismo. - Tem projetos.
3) Anunciam uma mensagem.
- Marcada pela esperança. - Profeticamente bíblica.
- Sensibilizadora: é preciso criar espaços para o bem. - Atual e necessária.
- Envolvida na ternura materna de Maria em Salette. - Que toca o coração da
pessoas
4) Qual é o motivo que os encoraja?
A possibilidade de ser uma bênção para as pessoas, para o mundo e para a Igreja. Como diz no Livro do Deuteronômio: "Se obedeceres à voz do Senhor, essas serão as bênçãos que virão sobre ti e te envolverão: bendito serás na cidade, bendito serás no campo; bendito será o fruto do teu ventre, o fruto do teu solo e dos teus animais. Bendito serás ao chegar e ao sair. A benção do Senhor estará em todas as tuas realizações" (Dt 28,1-4.6.8).

 
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1846 19 de setembro: APARIÇÃO de Maria em La Salette. 20 de setembro: Primeira relato escrito da Mensagem de Nossa Senhora (Relatório Pra). No inverno, a fome iniciada em 1845, dizima a França e a 1847 Campanhas na imprensa. Grandes relatos (Lagier, Bez, Long, Lambert... ). 
A 19 de setembro: ao menos 30 mil peregrinos na Santa Montanha. Oito reuniões de análise do fato de La Salette, no Bispado de Grenoble, em novembro-dezembro.
1848 Revolução na França, revoltas na Europa.
1849 Somam 15 mil os peregrinos inscritos na Confraria de Nossa Senhora Reconciliadora de La Salette.
1850 A 25 de setembro, Maximino se encontra com o Cura d'Ars (cfr. Stern, La Salette 3, p. 10).
1851 O caso dos segredos (cfr. Stern, La Salette 3, p.25). Mandamento de Dom de Bruillard datado de 19 de setembro. A aparição é autêntica, o culto autorizado, uma igreja será construída.
1852 Novo mandamento: a 25 de maio, é posta a primeira pedra da construção do Santuário, é criada uma equipe de missionários diocesanos: os Missionários de Nossa Senhora da Salette.
1854 Mandamento de Dom Ginoulhiac, confirmando as decisões de Dom de Bruillard, e refutando as objeções dos oposi-tores.
1858 A 2 de fevereiro, os Padres Archier, Berlioz, Albertin, Bossan, Buisson e Petit pronunciam seus primeiros votos, na capela do Bispado.
1860 O Pe. Silvano Maria Giraud pronuncia seus primeiros votos, Missionário e escritor espiritual, é nomeado mestre dos novi-ços.
1865 O Pe. Giraud eleito superior geral, trabalha para criar um verdadeiro espírito religioso na comunidade. Funda «Les Annales de Notre Dame de La Salette».
1869, 70,71 Concílio Vaticano I. Guerra Franco-Alemã. Comuna de Paris.
1875 Maximino Giraud morre em Corps, a 1º de março.
1876 Dom Fava pede à comunidade que elabore novas Consti-tuições, votadas ponto por ponto. Pe. Archier é eleito Supe-rior Geral. O Pe. João Berthier funda a Escola Apóstolica.
1878 Leão XIII convida Dom Fava e o Pe. Henrique Berthier a fazer aprovar as Constituições pela autoridade romana.
1879 Primeiros votos perpétuos dos Padres Archier, Buisson, Henrique e João Berthier, Perrin e Chapuy. A missão na Noruega é confiada por dez anos aos Missionários de N. Sra. da Salette. A 18 de abril o Instituto é reconhecido como de direito romano. A 20 e 21 de agosto, coroação de Nossa Senhora da Salette e consagração da Basílica.
1880 Partida para a Noruega (dois padres, dois irmãos, sete estudantes de teologia). Na França, leis contra as Congrega-ções.
1881 Leis sobre as escolas. O escolasticado vai a Suissa.
1892 Os Padres Pajot e Vignon vão a Hartford (Connecticut). É o começo da expansão na América do Norte.
1896 O escolasticado em Roma. No período de 20 anos se passou de 11 a 150 religiosos.
1899 Os saletinos franceses em Madagascar e no Oeste do Canadá Saskathewan).
1901 Lei sobre as associações. O Conselho Geral opta pelo exílio (Tournai).
1902 A Administração Geral na Suissa, depois na Itália (Salmata). Os cinco primeiros saletinos na Polônia (Cracóvia). O Pe. Clemente Moussier parte dos Estados Unidos para o Brasil.
1904 Morte de Melânia Calvat em Altamura (Bari, Itália).
1905 Lei da separação entre Igreja e Estado na França.
1914,18 Primeira Guerra Mundial. Os religiosos franceses podem retornar à França.
1923 Padres americanos se juntam aos padres franceses em Madagascar (Antsirabé), em vista da missão de Sakalavie (Costa Oeste).
1926 Aprovação definitiva das Constituições.
1934 Primeira divisão em Províncias: França, Polônia, Estados Unidos, Brasil.
1936 Os saletinos na Argentina (primeiro da Polônia, depois dos Estados Unidos).
1937 A Província de Hartford funda a missão de Arakan, na Birmânia, missão duramente provada quando da invasão japonesa, e depois interrompida por uma perseguição legal.
1938 Os saletinos da Suissa e Liechtenstein se tornam Província.
1939,45 Segunda Guerra Mundial.
1943 Dom Caillot convoca os Missionários de La Salette ao Santuário, berço e casamãe da Congregação.
1945 Nos Estados Unidos uma nova Província: Attleboro.
1946 Angola: os saletinos suissos em missão. Centenário da Aparição. Congresso Marial em Grenoble - La Salette.
1948 Filipinas, missão aberta pelos saletinos de Attleboro.
1957 Fundação da obra da Espanha (Pe. Imhof).
1961 Terceira Província nos Estados Unidos, com sede em St. Louis, Missouri.
1962 Concilio Vaticano II. As obras na Itália se tornam a Província de Maria
1967 Quarta Província nos Estados Unidos (Olivet. depois Milwaukee, Wisconsin).
1982 Filipinas se tornam Província, Antsirabé, Madagascar, também.
1985 Aprovação das Constituiçôes atualizadas após o Vaticano II.
1988 Em Madagascar, uma só Província para toda a Ilha. Os padres indianos, formados nas Filipinas, abrem a missão de Kerala (India).
1990 A Província da Polônia procura implantar-se no Leste da Ale-manha, na Eslováquia, na Ucránia, na Bielorússia.
1991 Noviciado comum para os noviços da América do Sul em Cochabamba, Bolivia.
1995, 96 Um ano de celebrações, pelo mundo afora, por ocasião do 150º Aniversário da Aparição de Nossa Senhora em La Salette.
2000 As quatro províncias da América do Norte (Attleboro, Hartford, Milwaukee e St. Louis) se unem em uma só Província: "Maria, mãe da América".
2001 A obra na Índia torna-se Região.
2002 150° aniversário da Carta Pastoral de Dom Philibert de Bruillard (1852) que anunciava a instituição dos "Missionários de Nossa Senhora da Salette".
2006 A Região da Índia torna-se Província.
2007 A Região da Angola funda uma missão na Namíbia.
2010 Primeiro Encontro Internacional de Leigos Saletinos - Santuário da Salette - França (1 a 10 de setembro).
2012 A Região da Angola torna-se Província.
2012 Unificação da Suíça e da Polônia em uma só Província.
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"Formação" é a palavra usada para descrever o estudo e o caminho necessários para realizar uma vocação religiosa. Uma vez que vivemos em um mundo em constante mudança, se pode dizer que a formação é um processo ao longo de toda a vida. Aqui, porém, falamos do período de preparação para a profissão religiosa e/ou ordenação sacerdotal. Este período chama-se Formação Inicial. Formação Permanente, como o termo já diz, é a atualização e renovação constante em busca de viver plenamente
a cada novo tempo, a vocação.

O Programa Saletino para a Formação varia de país para país, respondendo às realidades de cada cultura. Cada programa, no entanto, inclui estudos formais, desenvolvimento humano, prática espiritual, formação para o ministério e para a vida da comunidade, etc. Necessariamente, um programa
de formação sempre terá em conta os ensinamentos da Igreja, tanto universal como local. Há também um componente que é exclusivo para a nossa Congregação, onde se espera que o seminarista se familiarize com a história da Congregação, a história da Aparição, estudos Marianos
e a teologia e práxis da reconciliação, nosso "carisma". Também, porque a nossa Congregação é de âmbito internacional, existem expectativas e/ou oportunidades que promovem essa consciência, tanto na formação inicial como na permanente. Por exemplo, antes de se fazer a profissão perpétua, todos os membros participam de um mês de formação juntos. Oportunidades de formação permanente oferecidos pela Congregação incluem aquelas oferecidas no Santuário da Montanha da Salette (França), bem como aquelas apresentadas por várias Províncias em toda a Congregação.

Nós reconhecemos como verdade profunda que, Deus é quem dá a graça necessária para cada um no processo de formação. Este é verdadeiramente um exercício de fé, onde todos os envolvidos são chamados a discernir o seu compromisso à luz do Espírito Santo. O que Deus está dizendo? Como podemos reconhecer a sua voz? Como é que vamos responder ao convite de Deus?... A tarefa dos que estão no ministério de formação é manter essas perguntas sempre presentes na vida de cada seminarista. Este é verdadeiramente aquilo que a Mãe de Deus fez por todo o povo, em La Salette, nos chamando a estarmos sempre atentos e responder à voz de Deus. Maria em La Salette nos apela à conversão e a fazer da conversão um caminho para a plenitude da vida. Isto é o que nós tentamos fazer em nossa própria experiência de formação, na Congregação. 
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      Quando o Concílio Vaticano II fez um apelo para a renovação da vida religiosa (Perfectae Caritatis), na verdade colocou em movimento um processo em que os institutos religiosos foram convidados a retomar a sua história e redescobrir qual foi a inspiração primeira que lhe deu vida. O fundador(s)
de um instituto religioso incorpora uma visão particular do Evangelho, da pessoa de Jesus, e/ou da igreja, e assim sente-se chamado para um determinado tipo de ação (cuidado dos pobres, educação para crianças, retirar-se para um lugar deserto a fim de dedicar-se à oração, e assim por diante) e para realizar plenamente esta ação cria um congregação religiosas onde outros também assumirão tal missão. Esta inclinação particular (visão e ação) é chamada de carisma, seguindo um termo que São Paulo usou em suas cartas [ver, por exemplo, 1 Coríntios 12,4]. São Paulo refere-se aos dons (carismas) ou graças dadas aos indivíduos para a edificação da igreja.

      Nós Missionários Saletinos, embora reconhecendo o papel do Bispo de Grenoble (Monsenhor De Bruillard) que expressou o desejo da criação dos Missionários Saletinos, na verdade, nos voltamos ao evento da aparição de Nossa Senhora na montanha da Salette, a fim de entender a que somos
chamados a ser e a realizar. A mensagem de Nossa Senhora da Salette certamente ecoa aquilo que São Paulo disse: "Reconciliai-vos com Deus... Este é um tempo favorável" [2Cor 20b e 6,2]. Maria não usou a palavra "reconciliação" na sua mensagem para as crianças em La Salette, mas esta espiritualidade está inerente ao seu eloquente apelo à conversão. Logo após a aparição, o próprio povo começou a referir-se a Ela, na oração, como a "reconciliadora dos pecadores."

      Nós Saletinos, portanto, temos a reconciliação como nosso carisma. Ele não substitui o Evangelho ou a palavra da Igreja, mas fornece a "lente" através da qual lemos as Escrituras, bem como o impulso para o ministério em que nos envolvemos. Sabendo que Jesus deu sua vida para que pudéssemos ser reconciliados com o Pai, assumimos muitos tipos de atividades ministeriais, mas damos especial atenção à necessidade de reconciliação na vida das pessoas. Nós não somos a única comunidade religiosa a anunciar e viver este carisma, mas o temos com especial referência. Juntamente com a história da aparição, o nosso carisma fornece a motivação e o foco para as nossas vidas e ministério.
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